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A Jornada da Procrastinação para a Realização Pessoal

Está é a terceira publicação de uma série de postagens com convidadas especiais! Todas também têm TDAH e vão compartilhar com vocês um pouquinho sobre o dia a dia delas, como lidam com o transtorno e vão dar dicas preciosas! Confiram agora o relato da Marcelly Fernandes. -- Geisa


Marcelly Fernandes



O TDAH (Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade) é um distúrbio neurobiológico crônico que inclui sintomas de hiperatividade, dificuldade em manter o foco e comportamento impulsivo. Sendo uma das condições de neurodesenvolvimento mais prevalentes em crianças e frequentemente persiste na idade adulta.


Embora a procrastinação no TDAH e a procrastinação comum envolvam o adiamento de tarefas e atividades importantes, existem diferenças importantes entre as duas.

  • TDAH x procrastinação comum, quais são as diferenças?


Ao contrário da procrastinação normal ou regular, a procrastinação do TDAH tende a ser mais extremas e disruptivas, e tendem a causar problemas reais no dia a dia da pessoa, afetando todas as áreas da vida, incluindo vida acadêmica, casa, trabalho e relacionamentos pessoais.


Sendo mais crônica e estável ao longo do tempo, em oposição à procrastinação comum, que não sendo uma regra, podem voltar a se repetir.


A Cognition Today aponta que a procrastinação é causada principalmente pela má autorregulação das emoções negativas relacionadas a diferentes tarefas e atividades.

Nesse caso, a autorregulação é um denominador muito importante e que pode explicar a ligação entre procrastinação e TDAH.



A procrastinação no indivíduo com TDAH é causada por um grau de incapacidade de regular as emoções, que se manifestam na luta para ajustar o humor e as emoções em relação à conclusão de tarefas. Isso geralmente causa emoções negativas em relação a tarefas e projetos considerados importantes, o que faz com que as pessoas com TDAH tenham essas dificuldades de concluir tarefas e tendem a procrastinar, pois sua dificuldade em manter o foco é um dos principais motivos pelos quais as pessoas com esse

transtorno tendem a evitar iniciar muitas (Foto: freepik)

tarefas e atividades, principalmente aquelas que exigem atenção e esforço mental.


Além disso, o TDAH tem sido altamente associado a emoções negativas, como ansiedade e depressão, que podem exacerbar a procrastinação e explicar em parte o por que os pacientes com TDAH tendem a adiar trabalhos ou outras tarefas que possam parecer altamente exigentes ou assustadoras.


A ADDititude - Dentro da mente TDAH, afirma que depressão é estimada em 2,7 vezes mais prevalente entre adultos com TDAH do que entre a população adulta em geral.

Pessoas com TDAH apresentam ansiedade consequente aos sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade. Ou seja, os insucessos ocasionados pelos sintomas do TDAH podem gerar uma ansiedade aprendida frente às situações de desempenho, de entrega de trabalhos, provas etc.

O que nos leva a tendência das pessoas com TDAH de procrastinar pode exacerbar ainda mais sua ansiedade e depressão e até mesmo afetar sua auto-estima, o que pode alimentar ainda mais o ciclo vicioso das emoções negativas do TDAH (ansiedade e depressão) consequentes da procrastinação.

  • Paralisia do TDAH e a procrastinação:

A paralisia do TDAH é conhecida como a incapacidade de se concentrar, focar ou realizar tarefas. É um sentimento geral de opressão que parece um colapso cerebral causado pelo ambiente ou pelas circunstâncias.

A paralisia do TDAH pode ter um impacto significativo no funcionamento pessoal e profissional de uma pessoa com o transtorno. Esse estado de paralisia é caracterizado por um estado de congelamento mental e da luta com a falta de motivação que pode resultar em evitar tarefas. Ainda que essas tarefas sejam pequenas, podem parecer tão assustadoras que pessoas com TDAH, a evitam totalmente em favor de atividades com mais estímulos e que fornecem uma gratificação imediata.


  • Os remédios para TDAH ajudam na procrastinação?



Os medicamentos podem ajudar até certo ponto com a procrastinação associada ao TDAH, mas esses medicamentos, que


geralmente são estimulantes, não fornecem cura ou alívio suficiente para o complexo hábito da procrastinação.


(foto:freepik)


Nesse ponto os medicamentos para TDAH geralmente ajudam a melhorar a atenção e a concentração, o que pode tornar mais fácil para o paciente implementar táticas cognitivo-comportamentais para mudar seus

hábitos e comportamentos negativos. Isso pode ajudá-los a quebrar o ciclo da procrastinação e manter o foco em seus objetivos.


  • Estratégias comportamentais para driblar a procrastinação


Acredita-se que alguns sintomas do TDAH sejam responsáveis ​​pela procrastinação, especialmente baixa capacidade de atenção, distração e funções executivas deficientes.

Apesar da ajuda que os medicamentos


para o TDAH podem auxiliar na luta contra a procrastinação, o que parece mais efetivo são as estratégias comportamentais que nos dão as melhores soluções a longo prazo.


Algumas dicas úteis contra a procrastinação do TDAH incluem atividade física, dividir projetos em tarefas menores, monitorar o progresso, eliminar distrações e evitar multitarefas, e se permitir realizar uma tarefa por vez é uma maneira de acessar um estado de foco e concentração.




No trajeto desafiador do TDAH, a procrastinação pode parecer um obstáculo intransponível. Mas lembre-se, você possui dentro de si a força necessária para vencer essa batalha. Acredite no seu potencial e assuma o controle das suas ações. Cada pequeno passo dado em direção às suas metas é uma vitória significativa. Com estratégias comportamentais e determinação, você está trilhando o caminho para alcançar a realização pessoal que tanto deseja. Não desista, pois a conquista está ao seu alcance. Siga em frente e transforme a procrastinação em uma fonte de motivação e sucesso. Você é capaz!





Esse conteúdo faz parte do projeto DESAFIANDO A DISTRAÇÃO: PRODUÇÃO DE BLOG EDUCOMUNICATIVO SOBRE VIVÊNCIAS COM TDAH, idealizado pela Allana Gomes, estudante de Jornalismo na Escola de Comunicação e Estratégias Digitais da Universidade do Oeste Paulista.




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